12 de jun. de 2011

Greve dos servidores da Educação será por tempo indeterminado

8/06/2011 14:33 Greve dos servidores da Educação será por tempo indeterminado ( Correio de Uberlândia)
A greve dos professores e servidores administrativos da rede estadual de educação será mantida por tempo indeterminado. Nesta quarta-feira (8), no primeiro dia da paralisação, cerca de sete mil profissionais não compareceram às unidades escolares de Uberlândia, o que representa 60% do efetivo, e mais de 12 mil alunos ficaram sem aula, segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). A Secretaria de Estado e Educação (SEE) não confirmou a informação e se resguardou em dizer que o levantamento não havia sido fechado. Nesta manhã, cerca de 15 professores se concentraram na Câmara de Vereadores para esclarecer os motivos da greve à população.
De acordo com a presidente do Sind-UTE, Elaine Cristina Ribeiro, a expectativa é que o movimento grevista se fortaleça a partir de segunda feira (13). “O comando de greve será instituído hoje e, a partir da visita desse grupo nas escolas, outros colegas devem se sensibilizar e aderir ao movimento também”.
Entre as reivindicações da categoria estão a implantação do piso salarial de R$ 1,5 mil para carga horária de 24 horas semanal, excluídas vantagens e gratificações e com aumento de 22% sobre cada índice de qualidade, como pós-graduação, quinquênios, biênios e pó de giz, além da adequação do plano de carreira.
De acordo com o diretor estadual do Sind- UTE, Ronaldo Amélio Ferreira, o pagamento mensal em forma de subsídio, implantado no início deste ano, no valor de R$ 1,3 mil, achata o salário do servidor. “No subsídio ofertado já estão incorporadas as gratificações e não há política de reajuste”.
A Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou, via assessoria de imprensa, que estranhou o início da paralisação dos profissionais da educação, uma vez que as negociações sobre a pauta de reivindicação estavam em andamento desde fevereiro. A versão da presidente do Sind-UTE, no entanto, é diferente. Segundo ela, na última reunião realizada no dia 30 de maio, entre representantes do Estado e do sindicato, o governo se recusou negociar ou atender os pedidos da categoria.

0 comentários:

Postar um comentário