12 de jun. de 2011

Greve dos servidores da Educação será por tempo indeterminado

Greve dos servidores da Educação será por tempo indeterminado

 
Escola estadual Honório Guimarães, no bairro Fundinho, ficou sem aulas nesta quarta-feira
A greve dos professores e servidores administrativos da rede estadual de educação será mantida por tempo indeterminado. Nesta quarta-feira (8), no primeiro dia da paralisação, cerca de sete mil profissionais não compareceram às unidades escolares de Uberlândia, o que representa 60% do efetivo, e mais de 12 mil alunos ficaram sem aula, segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). A Secretaria de Estado e Educação (SEE) não confirmou a informação e se resguardou em dizer que o levantamento não havia sido fechado. Nesta manhã, cerca de 15 professores se concentraram na Câmara de Vereadores para esclarecer os motivos da greve à população.
De acordo com a presidente do Sind-UTE, Elaine Cristina Ribeiro, a expectativa é que o movimento grevista se fortaleça a partir de segunda feira (13). “O comando de greve será instituído hoje e, a partir da visita desse grupo nas escolas, outros colegas devem se sensibilizar e aderir ao movimento também”.
Entre as reivindicações da categoria estão a implantação do piso salarial de R$ 1,5 mil para carga horária de 24 horas semanal, excluídas vantagens e gratificações e com aumento de 22% sobre cada índice de qualidade, como pós-graduação, quinquênios, biênios e pó de giz, além da adequação do plano de carreira.
De acordo com o diretor estadual do Sind- UTE, Ronaldo Amélio Ferreira, o pagamento mensal em forma de subsídio, implantado no início deste ano, no valor de R$ 1,3 mil, achata o salário do servidor. “No subsídio ofertado já estão incorporadas as gratificações e não há política de reajuste”.
A Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou, via assessoria de imprensa, que estranhou o início da paralisação dos profissionais da educação, uma vez que as negociações sobre a pauta de reivindicação estavam em andamento desde fevereiro. A versão da presidente do Sind-UTE, no entanto, é diferente. Segundo ela, na última reunião realizada no dia 30 de maio, entre representantes do Estado e do sindicato, o governo se recusou negociar ou atender os pedidos da categoria.

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