Madrecor volta a suspender atendimento pelo Ipsemg
As consultas e cirurgias eletivas que estavam marcadas para os conveniados do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) em Uberlândia e cidades da região estão suspensas por tempo indeterminado no Hospital Madrecor, único credenciado ao órgão estadual na região. A paralisação do atendimento ocorreu na última segunda-feira (2) e, desde então, somente procedimentos de urgência e emergência estão sendo feitos. Esta é a segunda vez em três meses que os cerca de 20 mil conveniados do Ipsemg enfrentam este problema.
De acordo com uma fonte extraoficial do CORREIO de Uberlândia,
desta vez, a suspensão do atendimento ocorreu por divergências entre o hospital e o Ipsemg quanto à tabela de pagamento a ser aplicada. Até 2011, o Madrecor recebia pelos procedimentos valores referentes à tabela do convênio da Polícia Militar, que remunera melhor que a tabela do Ipsemg. Com a virada do ano, o órgão estadual divulgou uma nova tabela e exigiu que todos os credenciados a cumprissem. Esse seria o motivo do impasse.
O diretor técnico do Hospital Madrecor, Renato Spindel, disse que o Ipsemg foi informado sobre a paralisação do atendimento, mas não quis revelar o motivo do impasse. “Já conversamos com a presidência do Ipsemg e eles estão cientes da paralisação. Como os conveniados são deles, não temos obrigação nem direito de posicionar sobre o que está ocorrendo, o órgão deve fazer isso”, disse.
Segundo a Assessoria de Comunicação do Ipsemg, “não existe nenhuma orientação para a paralisação do atendimento no hospital. De toda forma, na próxima semana, a assessora de políticas e regulação em saúde do órgão, Myriam Araújo, virá a Uberlândia para resolver o impasse”, afirmou.
Já a professora Lucimar de Sousa, 52, disse que se for preciso vai recorrer à Justiça. “Sempre paguei e nunca usei o convênio. Agora preciso fazer um exame que custa R$ 4 mil e não tenho condições de arcar com isso. Desde agosto estou tentando, mas a paralisação de outubro me impediu e agora outra vez”, disse.
*Após 15 dias de paralisação, uma reunião no Ministério Público Estadual (MPE) firmou um acordo entre as partes. O promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, Fernando Martins, que fez a recomendação para o retorno dos atendimentos, disse que “a interrupção abrupta demonstra comportamento inadmissível pelo ordenamento jurídico”
*Na segunda-feira (2), o atendimento voltou a ser suspenso
*O promotor de Justiça Fernando Martins foi procurado pela reportagem do CORREIO, mas segundo a assessoria do MPE, ele está de férias e retorna na segunda-feira (9)
De acordo com uma fonte extraoficial do CORREIO de Uberlândia,
desta vez, a suspensão do atendimento ocorreu por divergências entre o hospital e o Ipsemg quanto à tabela de pagamento a ser aplicada. Até 2011, o Madrecor recebia pelos procedimentos valores referentes à tabela do convênio da Polícia Militar, que remunera melhor que a tabela do Ipsemg. Com a virada do ano, o órgão estadual divulgou uma nova tabela e exigiu que todos os credenciados a cumprissem. Esse seria o motivo do impasse.
O diretor técnico do Hospital Madrecor, Renato Spindel, disse que o Ipsemg foi informado sobre a paralisação do atendimento, mas não quis revelar o motivo do impasse. “Já conversamos com a presidência do Ipsemg e eles estão cientes da paralisação. Como os conveniados são deles, não temos obrigação nem direito de posicionar sobre o que está ocorrendo, o órgão deve fazer isso”, disse.
Segundo a Assessoria de Comunicação do Ipsemg, “não existe nenhuma orientação para a paralisação do atendimento no hospital. De toda forma, na próxima semana, a assessora de políticas e regulação em saúde do órgão, Myriam Araújo, virá a Uberlândia para resolver o impasse”, afirmou.
Conveniados se sentem prejudicados com a suspensão
Os conveniados do Ipsemg que foram surpreendidos pela nova paralisação de atendimentos eletivos no Hospital Madrecor, desde segunda-feira (2), buscam alternativas para resolver a situação. O professor aposentado José Nivaldo de Oliveira Ribeiro, 67 anos, tinha uma biópsia marcada para terça-feira (3), mas, no dia anterior, recebeu a notícia de que o procedimento seria adiado. Apreensivo com a situação, o aposentado deve pagar pelo exame, que custa R$ 650. “Recebi o diagnóstico de que estou com a próstata inchada e preciso verificar, não dá para esperar”, afirmou.Já a professora Lucimar de Sousa, 52, disse que se for preciso vai recorrer à Justiça. “Sempre paguei e nunca usei o convênio. Agora preciso fazer um exame que custa R$ 4 mil e não tenho condições de arcar com isso. Desde agosto estou tentando, mas a paralisação de outubro me impediu e agora outra vez”, disse.
Entenda o caso
*Em outubro do ano passado, o atendimento aos conveniados do Ipsemg foi paralisado no Hospital Madrecor. Na época, o órgão estadual, alegando contenção de despesas e reorganização da rede, vetou os atendimentos extrateto, que é de R$ 1,2 milhão*Após 15 dias de paralisação, uma reunião no Ministério Público Estadual (MPE) firmou um acordo entre as partes. O promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, Fernando Martins, que fez a recomendação para o retorno dos atendimentos, disse que “a interrupção abrupta demonstra comportamento inadmissível pelo ordenamento jurídico”
*Na segunda-feira (2), o atendimento voltou a ser suspenso
*O promotor de Justiça Fernando Martins foi procurado pela reportagem do CORREIO, mas segundo a assessoria do MPE, ele está de férias e retorna na segunda-feira (9)
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